O emocional e o físico

Problemas emocionais ou psíquicos podem se manifestar em sintomas físicos

Na medicina, a definição de sintoma encontra-se associada a idéia de algo que faz referência direta à doença. Felizmente hoje se sabe que o problema real não está no órgão que dói e que a própria doença muitas vezes é caminho para a própria cura.

Muitas vezes um sintoma físico é uma estratégia de comunicação do próprio organismo, a nível inconsciente, de que algo na vida foi negligenciado, algo que emocionalmente causou um grande trauma e que não recebeu a atenção devida ou talvez uma consequência de conflitos, onde o aparelho psíquico necessitou disparar uma carga muito grande de energia e esta se alojou em alguma parte do corpo, acabando por adoecê-lo.

“Por ganho secundário entendemos o que obtemos de beneficio frente a algo que, aparente ou efetivamente, nos prejudica. Tal prejuízo, a primeira vista, pode parecer estar distante de algum benefício, mas, na dinâmica inconsciente, este mesmo prejuízo pode estar a serviço de alguma satisfação (…)

Muitos sintomas são frutos de uma elaboração psíquica na qual os conteúdos recalcados (reprimidos, levados à força para o inconsciente) sofrem uma série de modificações; modificações estas que têm por função driblar as defesas de maneira a ganharem expressão em algum nível consciente. Ao conseguirem algum nível de expressão na vida consciente, estes sintomas acabam funcionando como uma espécie de “válvula de escape”, pela qual a pressão exercida pelos conteúdos inconscientes acaba sendo reduzida e o ego acaba mantendo sua integração frente a esses conteúdos. Devido à dificuldade que está envolvida na criação de um sintoma, pode ocorrer da mente utilizar um sintoma já existente para aliviar a pressão de elementos inconscientes que pouco ou nada tem a ver com o fenômeno original.

Os sintomas também podem se originar quando o aparelho psíquico – a fim de evitar contato com certos conteúdos – produz algo que paralise ou impeça qualquer reflexão que leve a mente a se relacionar com o conteúdo proibido – o que caracterizaria uma fuga para a doença. Seja de um jeito, ou de outro, o importante é que percebamos de que estratégias o aparelho mental se utiliza para manter certo grau de integração do ego – por menor que esta integração possa parecer”. Professor Fábio Sagula de Oliveira

Identificar os mecanismos do inconsciente para auxiliar o próprio indvíduo a olhar para o seu eu verdadeiro, requer muito trabalho, flexibilidade e desprendimento de preconceitos e idéias arraigadas, além de uma grande dose de coragem porque muitas vezes nos deparamos com uma personalidade que até então não conhecíamos ou com dores que há muito tempo escolhemos não sentir, se é que isso é possível.

Precisamos abrir nossa caixa-preta e ouvi-la com todo o carinho. Precisamos buscar ferramentas que nos auxiliem a aprimorar nossas potencialidades. É de suma importância estarmos abertos para o autoconhecimento; darmos atenção a nós mesmos e à qualidade de vida é o maior investimento que podemos ter; dar valor a nossos relacionamentos em qualquer nível é um grande ato de amor e se quisermos trabalhar para a sociedade na nova consciência temos que começar logo a arregaçar as mangas.

This entry was posted in Blog and tagged , , , , . Bookmark the permalink.

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado Campos obrigatórios são marcados *

*

Você pode usar estas tags e atributos de HTML: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <strike> <strong>